terça-feira, 28 de setembro de 2010

QUE PODER VOCÊ QUER CONSTITUIR?

Nunca na história desse país se viu tantos escandalos sem apuração, tantas crises abafadas por recursos extraordinários da manipulação informativa, tantos desvios sem explicações e tanto óleo de peroba lustrando com um brilho incomparável a classe política.

Por um lado, um povo retratando algumas poucas melhoras na circulação da moeda por seu bolso. Por outro lado, um grupo político enriquecendo do nada e sem sequer explicar qualquer coisa que seja, por conta da argumentação de que todos os escandalos são questões eleitoreiras.

Mas o que fazer diante de tudo isso? Em quem acreditar? Pergunta o povo mais simples dessa nação, onde o caos da saúde, o engodo na educação e o corporativismo no poder público chegaram aos limites da loucura.

Os desmandos são tantos que hoje quem deveria servir, por ser originalmente o executor do serviço ao público, se investe de um artigo do código penal que inverte a postura da ordem pública tornando-o vítima da agressão do povo que custeia seus confortáveis salários e aposentadorias, sem esquecer das garantias promovidas pela estabilidade estatutária, muito distantes dos direitos de qualquer cidadão comum que contribui para a manutenção dessa estrutura através de impostos e taxas, ao invés de bem servir ao usuário que lhe garante o sustento.

O que fazer diante dessa problemática é difícil responder. Entretanto, cabe ao menos o direito e o dever de propor a esse mesmo povo que custeia tamanha asneira, que analise bem a quem depositará seu voto diante das urnas à cada eleição. E a proposta não é dirigida unicamente aos patrões de toda essa torpe loucura, mas também aos que dela se beneficiam. Afinal, também são contribuintes e haverá um momento em que os mesmos que hoje tomam para si os benefícios do poder irão pagar, duramente, para os novos, que os substituirão, quando seu tempo passar e a sua força se diluir na aposentadoria compulsória, quando sua segurança já não lhe for mais fornecida pelo governo.

Aos que acreditam serem seres eternos em seus postos de poder, cabe lembrar que queiram ou não ficarão velhos e sem força. Alguns desses dependerão de todos a sua volta, terão então, um precioso tempo para despertar a consciência por não serem mais capazes de realizar absolutamente nada. Afinal, o poder é algo transitório e de curta duração nessa vida.

Bom seria que a escola à todos educasse, desde criança, no conhecimento de suas responsabilidades cívicas, ensinando código de conduta, direitos e responsabilidades sociais e familiares. Se assim fosse, de certo que evitariam muitos problemas sociais e estruturais no Brasil e o povo teria uma qualidade de vida muito superior sob todos os aspectos. Entretanto, isso só será possível quando o povo que contribui para toda essa desordem, votar consciente de que assinou um cheque em branco à quem se investirá do poder, para se valer desse mesmo poder à ele atribuido, a fim de tratar de seus próprios interesses ao invés de produzir benefícios à quem contribui para a manutenção do país, que são os contribuintes que pagam os impostos e as taxas em tudo que fazem ou compram.

Quem se lembra do poder que tiveram os grandes nomes do passado? Em sua maioria conquistado pela força ou através de articulações políticas, enquanto outros poucos por herança genética ou política. Entretanto, por maior que tenha sido o poder exercido por eles, o que podem esses ex-poderosos fazer nos dias de hoje, se estão mortos e sepultados?

O que se pode lembrar dos feitos desses homens são os estragos deixados, os exageiros cometidos, ou as benfeitorias realizadas por eles. As marcas gravadas na história deixaram registros de catastrofes e destruição, mas poucos foram os grandes homens que concluíram boas realizações que construíram benefícios para a humanidade.

Marcar o nome na história do mundo trazendo-lhe bons resultados não é para qualquer homem. Poucos foram os que conseguiram produzir boas realizações nesse curto período transitório em que estiveram no poder. Os verdadeiros resultados aparecem com o tempo, a história não oculta ou mascara por muito tempo os bons e os maus feitos. Principalmente hoje, por se tratar de um mundo onde a informação vem em tempo real a cada segundo, mesmo quando eles se imbuem do poder de manipular dados e informações. E é por essa razão que você precisa estar atento em todos os momentos da vida antes de decidir o poder que irá constituir.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O BRASIL PRECISA DE SAÚDE, SUA DECISÃO PODE MUDAR.

Revendo a análise orçamentária brasileira dos últimos 25 anos é possível verificar que os técnicos do Tribunal de Contas da União sempre alertam sobre a falta de investimentos em infraestrutura na área de saúde, entretanto, poucos são os estudos desenvolvidos pelas classes política e empresarial nesse segmento. Há anos que se ouve falar sobre investimentos na saúde, construções de hospitais, aumentos salariais para profissionais da saúde. Entretanto, poucos dos enúmeros estudos sobre reestruturação do sistema único de saúde.

Quem entra em um hospital ou em uma clínica pública, ou mesmo no sistema privado de saúde, seja em regime de emergência ou ambulatorial, conhece bem o triste drama da realidade que vivem os médicos e profissionais que ainda conseguem manter o senso de responsabilidade com a saúde, pelo Brasil a fora. Pode também presenciar à aflição dos usuários. Nenhum hospital está preparado para proporcionar um serviço de saúde de qualidade, a não ser que seja de um equipamento hospitalar direcionado a uma classe de altíssimo padrão social.

Os órgãos oficiais de saúde, as agências reguladoras, os ministros, os secretários de Estado e os secretários municipais de saúde, são os primeiros a se eximir das responsabilidades impostas pela constituição brasileira. Os presidentes, os governadores e os prefeitos sempre arranjam saídas políticas para a questão culpando os seus antecessores. Os gestores da saúde sempre criam maquiagens e lançam campanhas publicitárias promocionais que apresentam seus poucos feitos como se houvessem salvado todo um sistema caótico do caos. Como se houvessem produzido a solução da lavoura para toda a população. Campanhas que só ajudam a escoar ainda mais os recursos públicos que deveriam ser direcionados a modernização e estruturação do sistema de saúde.

Em épocas de eleição tudo parece estar bem para quem está na situação, enquanto seus opositores tentam expor aos eleitores a realidade do que ocorre em todo o país, como que numa tentativa desesperada de conscientizar a população de que as políticas públicas estão longe de toda aquela falácia apresentada por seus gestores.

O Brasil conseguiu um grande avanço quando criou a lei de responsabilidade fiscal, mas esse processo ainda precisa evoluir para a criação de uma lei que responsabilize criminalmente a má gestão pública.

Nos órgãos públicos seus gestores fazem questão de estampar por todos os lados o artigo 337 do código penal, na intenção de reprimir quaisquer reclamações dos usuários, quando na verdade deveriam estampar o código dos direitos dos usuários, que aliás, são seus verdadeiros patrões.

Isso ocorre no Brasil porque há uma desastrosa inversão de valores nas regras legislativas. E é por essa razão que nesse momento eleitoral o eleitor deve ter coerência e responsabilidade para analisar melhor suas decisões e escolhas na hora de sua entrada na sessão eleitoral. Pense, analise e vote conciente de que não poderá alterar ou melhorar nada através de falácias ou belas campanhas publicitárias. É preciso olhar para a realidade e para isso visite hospitais, verifique o atendimento público nos setores de saúde, segurança, educação, transporte e na justiça, nos âmbitos federal e estadual, antes de decidir para quem de fato você quer dar o seu voto. Esqueça as aparências e veja o que de fato acontece por trás dos bastidores e depois vá as urnas e surpreenda os falacianos.

domingo, 12 de setembro de 2010

É PRECISO ATENÇÃO NAS URNAS

As brigas políticas em tempos eleitorais são sempre as corriqueiras de todos os tempos, em todos os países do mundo. Ao final das eleições tudo não passa de mera discussão e falácia política.

Todo partido político e todo método de conquista eleitoral em busca de votos é baseado em planejamento tático para derrotar o opositor a qualquer preço, não importando o custo político, com a única intenção de manutenção do poder.

É tudo exatamente como denunciou Nicolau Maquiavel, famoso historiador italiano nascido em Florença, em 3 de maio de 1469 e falecido em Florença, 21 de junho de 1527. Foi reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser, e por ter denunciado esse vil comportamento entre os poderosos.

Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza e astúcia.

De forma sucinta, para que você possa compreender esse fato que ora exponho, Niccolò di Bernardo dei Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político de Florença durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes políticos de sua época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.

Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade Clássica de maneira nova. Um dos principais autores que o inspirou foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

Em 7 de novembro de 1512 Maquiavel foi demitido acusado de ser um dos responsáveis por uma política anti-Médici e grande colaborador do governo anterior. Foi multado em mil florins de ouro e proibido de se retirar da Toscana durante um ano.

Para piorar sua situação, no ano seguinte dois jovens, Agostino Capponi e Pietropolo Boscoli, foram presos e acusados de conspirarem contra o governo. Um deles deixou cair, sem querer, uma lista de possíveis adeptos do movimento republicano, entre os quais estava o de Maquiavel que foi preso e torturado. Para sua sorte, com a morte de Júlio II em 21 de fevereiro de 1513 e a eleição de João de Médici, um florentino, como Leão X, todos os suspeitos de conspiração foram anistiados como sinal de regozijo e com eles Maquiavel, depois de passar 22 dias na prisão.

Libertado, seguiu para uma propriedade em Sant'Andrea in Percussina distante sete quilômetros de San Casciano. Foi durante esse ostracismo e inatividade, o qual duraria até sua morte, que ele escreveu suas obras mais conhecidas: "O Príncipe" e os "Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio" (1512-1517). Foi também nesse período que conheceu vários escritores no Jardim Rucellai, círculo de literatos, e se aproxima de Francesco Guicciardini apesar de já conhecê-lo há tempos. Entre os escritos desse período estão o poema Asino d'oro (1517), a peça A Mandrágora (1518), considerada uma obra prima da comédia italiana, e Novella di Belfagor (romance, 1515), além de inúmeros tratados histórico-político, poemas e sua correspondência particular (organizada pelos descendentes) como Dialogo intorno alla nostra língua (1514), Andria (1517), Discorso sopra il riformare lo stato di Firenze (1520), Sommario delle cose della citta di Lucca (1520), Discorso delle cose florentine dopo la morte di Lorenzo (1520), Clizia, comédia em prosa (1525), Frammenti storici (1525) e outros poemas como Sonetti, Canzoni, Ottave, e Canti carnascialeschi.

Com a morte de Lourenço II em 1520, Júlio de Médici assumiu o poder em Florença. Ele via Maquiavel com melhores olhos que seus antecessores e o contratou como historiador da República para escrever uma História de Florença, obra a qual dedicaria os sete últimos anos de sua vida. Nesse mesmo ano, ele estava ocupado escrevendo A Arte da Guerra (1519-1520). E é a partir de uma viagem a trabalho a Lucca que ele escreve a "Vita di Castruccio Castracani da Lucca" (1520).

Após a queda dos Médici em 1527 com a invasão e saque de Roma por tropas espanholas, a República instalou-se novamente na cidade, mas Maquiavel viu mais uma vez suas esperanças de voltar a servir à cidade serem desfeitas, pois havia trabalhado para os Médici e foi tratado com desconfiança pela nova República. Poucos dias depois, ficou doente, sentindo dores intestinais, e morreu obscuramente sendo enterrado no túmulo da família na Igreja de Santa Croce em Florença.

Portanto, caro eleitor, analise a história pelos fatos e não pelo que dizem seus candidatos ou suas propagandas políticas, sabedores de que a intenção de todos eles é a de se perpetuarem no poder. O importante e mais seguro para a sociedade e para o povo é promover o equilíbrio entre as forças no poder, de maneira tal que o governante nunca tenha a maioria, para que suas decisões de fato possam servir de benefício para o povo e não para as suas intenções de poder.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

COMO ESCOLHER EM QUEM VOTAR NESSA ELEIÇÃO?

Existem diversos métodos e formas para se escolher candidatos a cargos eletivos. Mas em meus 32 anos de estudos encontrei apenas um, entre todos os que pude conhecer, que considero o método consciente de análise antes do voto, que é a escolha por coerência e consciência. Que sem dúvida é o que existe de mais eficaz para se produzir poder equilibrado e justo na formação de governo num país. Por isso, posso dizer sem qualquer necessidade de justificativa, que a análise do eleitor tem que abranger três elementos básicos esseciais, sob seus candidatos: 1º) Capacidade e preparo para o exercício do cargo a que ele se propõe exercer; 2º) Vivência de conduta moral e ética para o exercício da função; e 3º) Consciência do interesse público e legal que exige a função que se dispõe à exercer.

O eleitor poderá perguntar: como posso analizar essas características num universo tão extenso de candidatos, sem cometer injustiça para com os candidatos, minhas necessidades e meu interesses? Bom... A primeira pergunta que o eleitor precisa fazer a si mesmo é que tipo de país ele deseja construir para si, para seus flhos e netos, nos próximos quatro ou oito anos de sua existência. Pensar o futuro seria a melhor forma de estudar o que espera que cada um dos candidatos que precisará escolher, para exercer os seis cargos que irá ajudar a eleger nessa eleição de 2010.

Por falar em eleições 2010 é bom definir, com clareza, os cargos/funções que cada eleitor estará votando para eleger seus pretensos ocupantes: 1º) uma vaga a Presidente da República – função Constitucional: Artigo 84 da Constituição Federal; 2º) duas vagas a Senador da República – função constitucional: Artigo 48, 49, 50 e 52 da Constituição Federal; 3º) uma vaga a Deputado Federal – função constitucional: Artigos 48, 49, 50 e 51 da Constituição Federal; 4º) uma vaga a Governador de Estado – função: leia a Lei Orgânica do seu Estado; 5º) uma vaga a Deputado Estadual – função: leia a Lei Orgânica do seu Estado.

Feito isso, o primeiro passo mais consciente que um eleitor poderá dar será estudar a paciência, o caráter e a ética dos candidatos que mais lhe chamarem à atenção, sempre partindo as candidaturas do 1º cargo (Presidente da República) para o 5º cargo (Deputado Estadual). Essa é a seqüência correta para o exercício de sua análise: Presidente, Senador, Deputado Federal, Governador e Deputado Estadual.

O passo seguinte será analisar a capacidade que o candidato tem, estudando cuidadosamente os trabalhos que realizou, as experiências e atividades exercidas durante sua vida, mesmo que em algumas dessas experiências ele tenha cometido eventuais erros, desde que não tenham sido condenados por crime contra o patrimônio público, improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, e tenham ficha limpa no judiciário. Até porque, só se aprende a fazer o certo quando se ousa fazer. Lembre-se de que, quem ousa fazer algo em algumas das vezes em que ousar poderá cometer algum erro. Afinal, é assim que se aprede a fazer o que certo da forma correta: errando e corrigindo os erros. Ninguém é perfeito, e portanto, não é possível se exigir perfeição em qualquer exercício de função, seja pública ou privada. Mas a qualidade de corrigir os erros é fundamental à todos os que exercem qualquer função que seja.

O terceiro passo no caminho de sua análise, o eleitor deve estudar se o que diz o candidato em seu discurso tem a ver com a função que ele se dispõe a exercer. Parece bobagem, mas a maioria dos candidatos falam o que o povo quer ouvir, no entanto, só poderão fazer o que a função o permite. Uma vez ou outra poderá eventualmente exercer influência política, mas nunca poderá afirmar que fará algo fora de sua função, pois estará mentindo.

São poucos os políticos que se dedicam a realizar o que pode. E como esse número é bem reduzido, se o eleitor prestar a atenção a esses importantes detalhes, será fácil identificar os melhores. Quem mente não merece confiança para exercer funções importantes em empresas privadas e muito menos em cargos políticos. Isso deve constituir uma regra básica para se dar créditos de confiança. Afinal, como se poderá depositar confiança para exercer qualquer uma dessas funções à quem tenha como prática a mentira.

O quarto passo é proceder a escolha de forma consciente, sem emoção ou deslumbre. Sabendo o eleitor que não adiantará voltar atrás em sua escolha até o último instante do mandato dos eleitos. Também não deve esquecer de que, ser apolítico nessa hora e se colocar de fora do processo eleitoral é apenas fulga da responsabilidade patriótica, ou mero comodismo. Isso em nada contribuirá para melhorar sua qualidade de vida ou beneficiar a sociedade e a pátria em que vive.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

POLÍCIA CARIOCA, RENASCE À IMAGEM DO CARÁTER

Como todo brasileiro, sempre vi a polícia brasileira com o paradígma da imagem desgastada do homem público corrompido. Entretanto, na sexta-feira, dia 21 de maio de 2010, esse paradigma se desmanchou por conta de um acontecimento inusitado.

Cheguei do mercado por volta das 19:45 horas e fui surpreendido por um assalto que acabara de ocorrer na porta da casa de uma amiga. Sua sobrinha estava desesperada no meio da rua, porque um meliante de aproximadamente 27 anos, armado com uma pequena bereta, a assaltara. Rapidamente pedi que entrasse no meu carro e persegui, com cautela, o veículo.

Numa cena cinematográfica, enquanto a perseguição transcorria, - claro que com certa margem de segurança para não provocar um tiroteio urbano - minha amiga foi se comunicando com a Polícia Militar, através do 190, que prontamente foi informando por rádio, às viaturas da PM na área do 17º Batalhão de Polícia Militar, todo o nosso trajeto.

No  momento em que identificamos a rota do ladrão, a policial que nos atendia pediu que nos dirigíssemos para a 37ª Delegacia para registrarmos a ocorrência e deixássemos a perseguição com eles, porque localizariam o veículo.

Sem acreditar muito na hipótese aventada da localização do veículo, mas obedientes à orientação da policial, dirigimo-nos para a Delegacia onde fomos atendidos pelo Inspetor Airton Moreira Leal Filho, que prontamente nos recebeu com grande agilidade, comunicando por rádio, por mais de cinco minutos, a todos os policiais civis da região.

A efíciência e a rapidez da ação conjunta entre a PM e a Polícia Civil foi tamanha que, às 21:26 horas, quando acabávamos de sair da Delegacia policial, em direção à sua residência, minha amiga recebeu a ligação do Sargento Roger, da central de operações do 17º BPM informando que o veículo havia sido encontrado, nos orientando a seguir em direção a uma cabine de polícia próxima a um posto de gasolina de onde seríamos acompanhados por uma viatura policial até o local onde o veículo de sua sobrinha se encontrava.

Ao chegarmos ao local onde o veículo fora encontrado, havia outra viatura com dois PMs que nos aguardavam: Cabo Andrade – 58534 e Soldado Barbosa 78983. Ao abrirmos o veículo, todas as coisas, exceto o rádio/telefone e o painel do rádio haviam sido levados pelo meliante, todos os demais objetos de uso pessoal lá estavam, intactos.

A presteza com que fomos tratados pelos políciais que, além de guardarem o veículo e nos escoltarem à Delegacia, depois de todas as ações burocráticas necessárias, nos acompanharam até a porta de casa, onde guardamos o veículo. Foi tudo tão extraordinário que me senti tentado a presenteá-los com um bônus, afinal nossos policiais ainda são muito mal remunerados. Na mesma hora em que ofereci o bônus, ambos os policiais rejeitaram o presente e – educadamente-  me disseram:  – “Não, senhor! Muito agradecemos, mas estamos prestando um serviço aos cidadãos de nossa cidade e somos pagos pelo Estado para cumprir nossa função”. Sequer aceitaram que lhes pagasse um lanche.

É impossível terminar esse artigo sem expressar que nos sentimos maravilhados com toda a atenção, o respeito, a proteção que aquela equipe de policiais nos concedeu. Naquele instante, percebemos que nossa Polícia mudou e que fomos tratados em um nível comparável, ou até mesmo superior, ao que se vê na Polícia de um país do primeiro mundo.

Parabéns à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, pelo belo trabalho que vem realizando, a esses Policiais que demonstraram que a Polícia carioca tem valor, caráter e qualidade, ainda que haja exceções.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CARÁTER É QUESTÃO DE DECISÃO. TER OU NÃO?

Hamlet, príncipe da Dinamarca, principal personagem de um texto escrito por William Shakespeare que viveu na Inglaterra entre 26 de Abril de 1564 – 23 de Abril de 1616, deixou sua marca numa das mais famosas frases da literatura mundial: “Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre em nosso espírito sofrer pedras e setas com que a fortuna, enfurecida, nos alveja, ou insurgir-nos contra um mar de provações e em luta pôr-lhes fim?”.

Acredito que naquela ocasião Shakespeare, em sua crítica escrita de forma teatral, sentiu-se na obrigação de levar ao público uma reflexão sobre a eterna dúvida da existência humana. Que hoje se traduz na angustiante decisão de escolher entre o certo e o errado, diante da incessante busca por soluções de problemas contundentes, fossem de ordem pessoal, profissional ou financeira. Se entre os anos 1564 e 1616 essa questão era patente aos modestos olhos de Willian Shakespeare, imagine você como o veria hoje se vivo estivesse.

No Brasil, assim como em todo o mundo, não importa o lugar que se esteja, as escolhas feitas no passado definiram que tipo de sociedade se tem hoje. Numa reflexão bem simples pode-se afirmar que, da mesma forma que foi no passado, as escolhas que fizer no presente definirão que tipo de pessoa você será no futuro. Disso não se pode fugir. Afinal é uma regra universal.

Em linhas gerais, no mundo todo, as pessoas vivem o dia a dia sem pensar muito no amanhã. Querem resolver seus problemas sem se importar com o revés da vida futura. Isso ocorre porque de modo geral a vida prática as leva a pensar nas soluções do momento, sem refletir sobre os danosos e efeitos futuros, para si e para os outros que virão.

É impressionante como o pensamento prático tem levado muitas pessoas a esse comportamento, por tantos séculos, cheias de práticas nada ortodoxas em suas decisões. Se poucos são os que, durante todos esses anos, refletiram sobre ter ou não caráter, ser ou não honesto, falar ou não a verdade, fato é que ao tratarem decisões de forma tão irresponsável, se esqueceram de outra regra universal, a da colheita. Tudo o que for plantado no presente será o que se irá colher no futuro.

A questão é tão séria que, há pouco tempo, uma pessoa muito próxima a mim me surpreendeu com uma daquelas propostas bastante sombrias. Quis me sugerir montar um negócio de forma bastante escusa, com vista ao enriquecimento rápido, representando um produto que eu não acredito. Mas que as circunstâncias de momento propiciariam sua colocação no mercado através da ilusão do consumidor final. Ri, foi só o que fiz. Minha expressão foi tão clara que se traduziu no suficiente para ser criticado por minha atitude ética e verdadeira. Disse-me a dito-cujo: Você é muito certinho - agindo dessa forma você não irá enriquecer nunca.

Só para lembrar, de forma simples, e quem me conhece há anos e conviveu de perto com todas as fases por que passei, pode afirmar que é real, enriquecer tem a ver com dar a sociedade o que lhe é importante e necessário, para que ela acredite em você e lhe retorne o benefício como troca, em forma de dinheiro. Por outro lado, a continuidade desse processo de permuta só sobrevive com a verdade empreendida por você, com a sua credibilidade no mercado consumidor. Enquanto que, a descontinuidade do processo de retorno social, em forma de dinheiro, terá a ver com a mentira que tentar fazer o consumidor embarcar, e que será descoberta com o passar do tempo.

Verdade é que nunca há um jeitinho para burlar as regras universais, como a maioria pode vir a pensar. Elas sempre virão à tona e você acabará por pagar caro para reparar o dano causado. Mesmo que você queira ser o suficientemente metido a esperto, para deixar essa conta para os seus sucessores, como muitos fizeram no passado e alguns ainda fazem no presente.

Hoje, num mundo globalizado, as soluções podem lhe parecer impossíveis, mas se empreender boas ações, refletidas e programadas da forma correta, o lucro e os dividendos baterão a sua porta em algum momento de sua existência. A história está aí para nos mostrar essa verdade em seus registros. O que hoje lhe parece fácil se constituirá em complicações futuras. O que lhe parece improvável poderá se transformar em grande fortuna se empreender de forma correta e perseverante.

Fato é que, mesmo que lhe pareça improvável, a verdade, assim como a bolha de ar na água, sempre virá à tora. Suas escolhas de hoje repercutirão nos resultados de amanhã. Escolha ser ou não ser e veja o resultado que obterá amanhã. Mesmo os que cometeram erros no início de seus empreendimentos tiveram que corrigir suas ações durante o curso de suas carreiras empreendedoras, para não perder o que haviam construído ao longo de sua vida. E os que não corrigiram seus erros, que continuaram errando desde o início de seus empreendimentos, deixaram a conta de débitos para seus sucessores.

Pense e enriqueça, deixando bem a sua prole, a sociedade onde você vive e o mundo a sua volta. Pense grande, aja com responsabilidade.

Mantenha sempre vivo o respeito ao próximo, e tudo de bom virá a você e aos seus sucessores. Plante com zelo, escolhendo a qualidade do solo e das sementes, e, certamente, você colherá resultados ainda maiores do que os que você possa imaginar no presente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A DÍVIDA BRASILEIRA...

Imaginar que o Ministério da Fazenda tem feito grandes avanços no pagamento da dívida pública é pura ficção. A dívida pública não diminuiu, ela só mudou de rumo.

Segundo dados fornecidos pela Fundação Getúlio Vargas, disponibilizados pelo departamento de dados através do site fgvdados.fgv.br/dsp_gratuitas.asp, sobre a dívida pública e variação do dólar, quando analisados com a transparência necessária, percebe-se que o que houve foi um acentuado crescimento da dívida brasileira. Chega ser alarmante!

A exemplo do crescimento da dúvida pública, em 2003 quando Lula assumiu o poder, o dólar estava cotado à cerca de Rs$ 3,43, o que significa dizer que o país devia internamente o equivalente à Us$ 185,2 bilhões. Em 07/07/2006, com o dólar a R$ 2,14 o país passou a dever internamente cerca Us$ 487,5 bilhões.

Quanto à dívida externa, a verdade é que se ela tivesse sido paga integralmente, valeria dizer que o governo realizara um grande feito. Entretanto, ao contrário do que o Ministério da Fazenda alegou sobre o pagamento da dívida externa brasileira, reduziram-na de Us$ 214,9 bilhões para Us$ 169 bilhões, ou seja, foram pagos apenas Us$ 45 bilhões, até janeiro de 2006. Enquanto isso a dívida interna cresceu em aproximadamente Us$ 302,5 bilhões, durante aquele período do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Isso se deu porque o endividamento interno não passa pelo controle do Congresso. Apenas a emissão de títulos no exterior necessita da aprovação dos Congressistas. Os títulos da dívida pública, emitidos internamente no país são de exclusivo controle do Executivo federal. A legislação pertinente só proibiu aos estados e municípios a emissão de títulos públicos, deixando de fora a União.

A situação é tão grave que o tesouro nacional passou um longo período só disponibilizando dados de 2004 e 2005. Por sorte, a sociedade brasileira ainda pode contar com organismos como o departamento de Dados da FGV, para monitorar as informações da dívida pública de forma transparente. Infelizmente, nem todo brasileiro tem conhecimento de como obter acesso às fontes de dados, razão pela qual o governo brasileiro consegue manipular suas informações.

Não há milagre econômico. Não há política cambial e nem projeto econômico para o país que possibilite uma redução efetiva da dívida pública. O que acontece, na verdade, é que fatores internacionais propiciam a acentuada queda do dólar no mundo, uma intensa expansão da despesa pública e a estagnação da economia por conta do abuso na política de juros. Esse conjunto de fatores têm gerado o crescimento do endividamento público.

Pelo que se vê em noticiários publicados em conceituados jornais brasileiros são: as contraditórias versões do Ministério da Fazenda, e quebra ilegal de sigilo bancário e fiscalização em negócios de opositores.

OS ENGANOS NA CONQUISTA DO VOTO

Quem acompanha o noticiário e não analisa os acontecimentos, corre o risco de estar sendo manipulado pelos interesses da mídia. A razão é simples. Os jornais, as revistas, as emissoras de rádio e televisão dependem de anúncios para manter seu faturamento. Os governos anunciam e pagam matérias que estimulem o povo a acreditar nas suas ações. Assim, mesmo que um governo esteja tomando decisões que prejudiquem o povo, ele pode manipular a imprensa para publicar apenas o que lhe interessa.

Outro aspecto que pode iludir a opinião pública, é a informação dúbia. Um exemplo é a notícia de que o governo superou, cumprindo em nove meses, a meta fiscal do ano de 2005. Ora, alcançou a meta fiscal mas não cumpriu a dotação orçamentária! Afinal, para efeito do aumento da qualidade de vida da população, de que adiantou cumprir a meta fiscal em nove meses, se deixou de fazer os investimentos em saúde, educação, segurança pública e habitação? Daqui para o final do ano não há tempo hábil para fazer os investimentos que o país tanto necessita nessas áreas.

Há meses atrás se leu nos jornais do país que o Brasil reduziu a dívida externa. Entretanto, o que não se publicou com a mesma ênfase, é o fato de que o Brasil emitiu títulos da dívida pública, aumentando ainda mais, a dívida interna, bem mais alta que a dívida externa.

O Brasil é um dos poucos países do mundo em que o aumento da arrecadação fiscal é comemorado, mesmo quando isso representa redução da qualidade de vida do contribuinte. O pior é que esse fato, geralmente, toma vulto na mídia como grande feito para o país.

A verdade é que o eleitor necessita ter consciência de que as coisas não vão bem, e que como contribuinte deve acompanhar as contas públicas. Já se foi o tempo em que era difícil o acesso do povo à contabilidade pública, o que já não é fato, pois, os Tribunais de Contas disponibilizam as contas. Seu lançamento é trimestral nos sites, pela Internet.

Se você quiser visitar, por exemplo, as contas orçamentárias do governo federal é simples, basta visitar os sites:

www.tcu.gov.br
www.planejamento.gov.br 
www.stn.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental/download/Eventos.pdf

As contas orçamentárias estaduais podem ser verificadas através de links dos Tribunais de Contas de cada uma das unidades federativas (AC, AM, CE, DF, PA, PE, RJ, SP, etc...). Assim, também, as contas municipais, através do Tribunal de Contas dos municípios (mesmo não existindo Tribunais em todos os 5.562 municípios do país, todos têm suas contas e podem ser acompanhadas pela Internet).

Você é, além de eleitor, um contribuinte que paga muito caro, em média 44% de sua receita, em impostos diretos e indiretos. Portanto, fique de olho aberto, acompanhe e analise os acontecimentos de forma madura. Para não dar seu voto para qualquer um.

ESTRATÉGIA DE DEFESA

Defesa Nacional é uma questão estratégica de alta relevância. No Brasil dos últimos vinte e cinco anos, pouco se investiu em estrutura estratégica de defesa, que em sua conceituação básica engloba as Forças Armadas, a Educação Pública, a Saúde Pública, e Segurança Pública. Esses setores são fundamentais para a manutenção estrutural e estratégica de um país, principalmente por causa da relação de extensão territorial / riquezas naturais e minerais, como a existente no Brasil.

Um fator que muito contribuiu para que o país negligenciasse a Defesa Nacional foi à ausência de uma política estratégica bem definida, em virtude do receio da possibilidade de um retrocesso político em detrimento a democracia no Brasil. Afinal, foram vinte e quatro anos, período de 1964 a 1988 marcado por uma longa administração militar sem que o brasileiro tivesse direito ao voto majoritário presidencial, o que impediu esse povo de exercer o poder que tem sobre o rumo do país, por causa da ausência de democracia naquela ocasião.

Essa ausência de experiência decisória, somado à desinformação política do povo, produziu uma sociedade despreparada para analisar o caráter e o comportamento público dos políticos e dos homens públicos. Com isso, o Brasil demorou muito tempo a despertar para a questão da defesa nacional e hoje desponta como um dos países da América do Sul mais indefesos tanto no que se refere à área interna como ao fator externo.

No que se refere à segurança interna, o país se tornou inseguro por conta da falta de estrutura na segurança pública, saúde e educação, o que produziu um extremo despreparo para enfrentar diversas situações. Quanto à questão da insegurança externa, diante do receio desenfreado que dominou o pensamento político nos últimos vinte anos, período de 1989 a 2009, o país deixou de investir na defesa externa, o que gerou a atual vulnerabilidade.

E por falar em vulnerabilidade, o Brasil se tornou vulnerável em virtude de hoje ter uma extensa área territorial de 8.514.876,599 km² e dispor de um poderio bélico bem inferior ao da Venezuela com área territorial 916.445 km², que não é o país que dispõe de maior poderio bélico na região.

Hoje, hipoteticamente, se um país como a Venezuela resolvesse invadir a Amazônia, por exemplo, estaria capacitado a vencer a guerra por conta do material bélico que dispõe. Sabendo-se que o Brasil está próximo a ingressar na classe dos países de primeiro mundo, não seria o momento de investir em defesa nacional e infra-estrutura?